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(1958-2001)
| 29/10/1958 |
Nascimento |
| 14/09/1991 |
Foi Iniciado na Loja 18 de Julho Nº 79, recebendo o CIM 166262 |
| 10/09/1992 |
Elevação |
| 18/03/1993 |
Exaltação |
| 1997/1999 |
Venerável Mestre da Loja 18 de Julho |
| 16/07/1998 |
Ato 2765 - Concedida medalha comemorativa da Instalação - GOERJ |
| 28/09/1999 |
Ato 3572 - Nomeado para o cargo de Juiz no Egrégio Tribunal de Justiça Maçônica do GOERJ com mandato até 15/07/2000 |
| 11/10/2000 |
Ato 4198 - Nomeado para o cargo de Juiz no Egrégio Tribunal de Justiça Maçônica do GOERJ com mandato até 16/04/2003 |
Nosso irmão Ademir Enes Lebre nasceu no Acre, em 1958, vindo ainda jovem para o Rio de Janeiro, onde cursou a Faculdade de Direito. Muito dedicado, desde logo tornou-se um profissional competente. Foi iniciado em 14/9/91 na Grande Benemérita Loja Capitular 18 de Julho, nº 79, no Oriente do Rio de Janeiro, atingindo os graus de Companheiro em 10/9/92 e Mestre em 18/3/93, tendo ali exercido os cargos de Secretário, Primeiro Vigilante e Venerável Mestre, este último no período de 1997 a 1999. Em 28/9/99 foi nomeado Juiz do Tribunal de Justiça Maçônica do Oriente do Rio de Janeiro, sua última função na Ordem. Nos graus filosóficos não poderia ser diferente. Em nove anos de Ordem, nosso pranteado irmão atingiu o grau 31.
O saudoso irmão Ademir demonstrava, diuturnamente, como deve ser e agir um verdadeiro maçom. Suas atitudes, em loja ou fora dela, sempre retas, serviram de exemplo para muitos homens, irmãos ou não. Não se deve ter dúvidas: seus ensinamentos ficarão guardados na memória de quem os recebeu. E farão muita falta a quem não teve essa oportunidade.
Sempre muito cioso com os irmãos, era exigente e rigoroso no cumprimento de seus deveres, não tendo faltado a nenhuma sessão, enquanto Venerável. Estudioso, buscava, a cada dia, transmitir seu vasto conhecimento a todos os irmãos. E isso ele sabia fazer com perfeição, pois ensinava até sem falar.
Todos os que tiveram a honra e a felicidade de conviver, e aprender, com o querido irmão Ademir jamais o esquecerão. Nosso irmão parte para o Oriente Eterno, deixando muitas saudades, para cumprir uma missão,
certamente mais sublime, que lhe reservou o Grande Arquiteto do Universo.
Com absoluta certeza, pode-se afirmar que a passagem deste homem, por este mundo, não foi em vão. Ele disse a que veio.
Vá em paz, Ademir!
Gerson Pinto Muneron
.·.
ADEMIR ENES LEBRE, MEU ETERNO VENERÁVEL!
"O Exemplo de suas virtudes, a firmeza do seu caráter e o exato cumprimento de seus deveres, servirão de exemplo e consolo, para aqueles que como eu, choraram a sua morte!"
Ademir Enes Lebre, o meu eterno V.·. M.·. que me mostrou a V.·. L .·.
Só isso bastaria para justificar a grandeza desse maçom, um dos maiores que conheci e há quem jamais esquecerei ou permitirei que seja esquecido!
Ser um M.·. I.·. até que não é difícil. O grande segredo é saber se a hora chegou e se realmente estamos preparados. Caso contrário, corremos o risco de deixarmo-nos envolver por aqueles que valorizam o vil metal, a condenável politicagem, a formação de "panelinhas" e status social. São "vícios" comuns do mundo profano que nós comprometemo-nos a "cavarem masmorras".
Aqueles que se colocam acima do cargo, não sabem a heresia que estão cometendo. Depois, questionam porque as CCol.·. não se sustentam e a Loj.·. ao invés de se constituir em um Protótipo do Paraíso se transforma em lugar de desarmonia, hipocrisia e infelicidade. Aí vem a decepção geral, pois o Maçom verdadeiramente Maçom se entristece quando reconhece esses "Profanos de avental" como IIr.·., que infelizmente nada aprenderam e não percebem que, tornaram-se a maior iniqüidade do
planeta, ao invés de seres sublimes da Criação..
Conheci muitos IIr.·. que se decepcionaram quando ingressam na Ordem. Alguns até se afastaram e não desejam mais retornar. Outros, por mais dedicados e estudiosos que sejam, acabam sendo "afastados". Basta um escorregão, uma postura sólida e firme mas que contrarie os "vaidosos medíocres" e zás... "Tá coberto!"
Que Benção de Deus não ter presenciado nada disso nos meus dois primeiros anos na Ordem quando o Ir.·. Ademir era o Ven.·. da Loja em que eu nasci. Tivesse um outro com um perfil oposto deste Grande Mestre, certamente teria me afastado e sequer passaria pela calçada do Palácio do Lavradio, quanto mais cruzar os seus portões. Mas o Ir.·. Ademir, me fez ver a "arte real" como deve ser vista, ou seja Com amor! Me mostrou a verdadeira Maçonaria que só o Verdadeiro Maçom pode enxergar. Me ensinou a diferença fundamental que existe entre um Maçom de verdade e um Profano de Avental. Do verdadeiro Mestre e do falso Mestre. Enfim, como "separar o joio do trigo".
O Ir .·. Ademir era um Sábio!
Dirigia a Loja como um Bom Maestro dirige a sua Orquestra. Com segurança , confiança e a certeza do seu domínio. No lugar da batuta, o malhete da sabedoria que só deveria ser entregue a sábios como eles e terminantemente proibidos aos "batedores de malhetes".
Era estudioso e conhecia a fundo a ontologia maçônica. Além disso, era um profundo conhecedor de nossas Leis, Usos e Costumes, e tinha uma Oratória fantástica como poucos (muito poucos mesmo!) dentro ou fora da Maçonaria.
Ademir dirigia a Loj.·. como um Maçom de verdade deve fazer. Com justiça e clemência! Com ternura e vigor ! Com Amor e Austeridade! Para ele, um maçom era avaliado pelo que é, e não pelo que tem! No dia da "Pompa Fúnebre", um Ir.·. veio me consolar dizendo: "Que é isso Júlio ? Força! Você é um Mestre Maçom! Enxugue as lágrimas".
Fiquei em silêncio e nada respondi. Lembrei-me de uma das mais célebres frases que ouvi do Ir.·. Ademir: "em certas ocasiões o silêncio diz tudo !".
E no íntimo obtive a resposta no meu silêncio com outra pergunta: será que alguém se lembra qual foi a primeira reação do Mestre Jesus quando viu o seu amigo Lázaro morto?
Percebi que não foi diferente da minha...
Minha Gratidão Eterna para o meu Eterno Venerável, onde quer que ele se encontre trabalhando: No Sul, Norte, Ocidente ou Oriente, na Grande Loja do Oriente Eterno! Pois lá só tem lugar para "Obreiros úteis e dedicados" como ele!
Julio Baptista de Oliveira Nobre Neto
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